sábado, 9 de abril de 2011

Eu voltei, mas... pra ficar??


De repente me deu vontade de escrever... uma vontade arrefecida desde a adolescência, que de tempos em tempos se manifestava discretamente e que ultimamente voltou com força total.
Algumas tentativas foram frustradas, talvez pelo perfeccionismo e pela falta de hábito que me impedem de transpor para o papel meus pensamentos como são.
Algo se perde no caminho, e sempre se perde... como quando tentamos reproduzir uma paisagem impressionante em uma fotografia... não dá, algo se vai... o brilho, a atmosfera, a SENSAÇÃO. Bom, fotografias, assim como poesias e poemas - não reproduzem as sensações. No máximo nos trazem uma lembrança delas e/ou várias outras sensações e impressões diferentes a cada vez que os revisitamos.
Mas decidi que vou tentar, vou tentar retomar minha escrita, o velho hábito perdido, minha paixão, minha terapia. Vou ter coragem e força pra recomeçar. Vou fazer a escritora renascer – como sugere o significado do meu próprio nome: renascida. E quem surgirá desse renascimento? Quem viver, verá...
A retomada do hábito reflete algo maior, uma necessidade de expressão. Mas para quem? E para quê? Em tempos de revolução tecnológica e informacional, a internet assume vários papéis: fórum de discussão, imprensa sincera, cupido, auxiliar administrativo, e sim – por que não? – terapeuta. Expressão como forma de terapia.
Mas não vou negar, existe uma resistência em publicar na internet algo que seria um “diário, ou semanário, mensário ou anuário de meus pensamentos.” Abrir minha vida, inseguranças, medos, angústias, tristezas, alegrias e, pior, a intimidade das minhas reflexões para quem quiser ler. Vale a pena tentar??
E mais – e talvez esse seja um preconceito antigo, de quem nasceu antes da Internet – não seria muita pretensão publicar minhas ideias?? Oras, sou escritora anônima, de ocasião, despretensiosa e sem técnica. Quem iria querer saber do que escrevo? Quantas perguntas pra um texto só! Bom, uma vez publicado, leia quem quiser e não leia quem não quiser.
Enquanto resolvo esse dilema, escrevo... sempre assim, sem pretensão. E sigo seguindo a filosofia que norteia minha vida profissional: se servir pra ajudar alguém, um alguém que seja, já valeu muito à pena.