sábado, 12 de maio de 2012

Urgência


Hoje a escrita me veio como uma urgência não obedecida, sufocada por anos, meses, dias, abafada pelas palavras que se esbarram e atropelam, impedindo meus pensamentos de passarem, de saírem dessa nuvem de ideias que me ronda constantemente e surgirem na tela, letrinha por letrinha, seguindo o cursor. 
Depois de tanto resistir, como tantas outras vezes, resolvi tentar. Sei lá, pode ser mais uma tentativa frustrada e efêmera, mas necessária. E sobre o que falar? Sobre esse medo constante de escrever, e essa vontade que volta e meia me acomete mas que abafo com todo o meu bom senso e autocrítica? Sobre as histórias que não vivi mas imaginei, com todos os detalhes, nos meus pensamentos e sonhos? Sobre os medos e angústias, sempre tão iguais? Sobre os grandes mistérios que me intrigam, esses da vida simples e banal, diária, incógnita?
Nem me importa sobre o que ou para que... nem quem vai ler, se vai ou não gostar ou que juízo vai fazer de mim. Aqui, no faz de conta da escrita, não tenho medos nem restrições, não temo julgamentos nem as consequências. Penso nesse mundo de fantasias que criei pra me ajudar a enfrentar as agruras da vida, a escapar do pragmatismo, a me reconciliar com o sonho... imprescindível para me manter viva!  Contos de fadas - em todas as suas versões e desdobramentos presentes nos lugares mais inimagináveis - que me apresentaram o amor como a grande magia da vida. Claro que este aspecto confronta muitos outros que fazem parte de mim... minha independência, sobretudo! São então dois mundos que se chocam constantemente no imaginário, trazem dúvidas e me fazem meter os pés pelas mãos. E as tantas reflexões sobre isto me fizeram inclusive sentir vontade de compartilhar essa experiência pensada, dividir reflexões, pragmatizadas ou não, conversar, descobrir... e por que não?? Desde já aviso, não sou entendida, terapeuta ou dona da verdade... sou uma mulher de quase trinta buscando respostas... vem comigo??

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